31 de agosto de 2016

O quanto você lê?

Todo leitor assíduo, quando questionado sobre "quantos livros lê em média por ano" e dá aquela linda resposta de "ah, uns 30-40, por aí", percebe a reação de choque espontâneo no rosto de quem perguntou. Isso aconteceu várias vezes comigo e aposto que com vocês também! E aí, diante de uma situação como essa, quem nunca se questionou se realmente lê demais ou são as pessoas quem leem de menos? Eu me questiono sempre!

Há uns 2 anos, o Orelha de Livro, rede social literária, fez uma pesquisa para traçar o perfil do leitor brasileiro. Nesta pesquisa, foram cruzados dados de tráfego da própria rede social com outra pesquisa do Instituto Pró-Livro. 

Que as mulheres se dedicam mais à leitura todo mundo já sabe! Mentira, isso foi algo que eu criei mentalmente, mas pelo menos é a minha percepção dentro do meu círculo de amizades. O pior é que eu nem errei, mas fiquei contente, pois o percentual de leitores femininos e masculinos está bem próximo. Do total de 88,2 milhões de leitores brasileiros, são as mulheres que representam 57% e os homens, 43%. 

A média de livros lidos anualmente pelos brasileiros foi o que mais me assustou e respondeu a minha questão no inicio dessa matéria. Ou seja, a maioria das pessoas leem entre 3 e 4 livros ao ano. Só eu quem fiquei chocada? Porque eu leio isso em um ou dois meses, dependendo das outras tarefas do cotidiano que interferem no tempo de leitura. Mas, caramba, esse número assusta muito (vamos falar mais dele depois, ok?).

Quanto aos gêneros literários favoritos entre homens e mulheres, não me surpreendi muito não. Logo que li o ranking, visualizei os meus gostos e de meu namorado, que correspondem exatamente aos citados no infográfico, talvez na mesma ordem! Hoje o meu gênero literário favorito é thriller (pode ser considerado como mistério, vai) e o dele é ficção científica. 

Mas o que mais me animou mesmo com essa pesquisa foi saber que a maioria dos leitores brasileiros leem ou pelo prazer da leitura, pela cultura e conhecimento adquiridos e pelo entretenimento e lazer. É uma pena saber que ainda tem gente que apenas lê por obrigação. Porém, cada um tem suas paixões, seus hobbies, e não dá pra ficar forçando nada. Na minha opinião, quem não lê por prazer ainda não encontrou um livro que o fizesse se apaixonar por esse mundo maravilhoso que é o da literatura. Quando a pessoa se identifica com um livro, ela começa a gostar de ler e aí não para mais. Foi o que aconteceu comigo e acredito que com boa parte de vocês, não é mesmo?

Voltando ao tópico acima, sobre a média de leitura anual ser baixa, gostaria de saber qual a opinião de vocês sobre isso. Tenho algumas sugestões de respostas, como: 

  • Devido as novas tecnologias terem possibilitado novas formas de entretenimento;
  • Falta de tempo para leitura devido a rotina corrida;
  • Desinteresse pela leitura mesmo. 

E aí, o que vocês acham? Aguardo respostas nos comentários!





14 de julho de 2016

Sobre ler numa telinha

Se tem uma coisa que deixo mega explícita para as pessoas é a minha paixão por livros e pelas palavras. Quando pequena, dava muito prejuízo para os meus pais, pois lia pelo menos um gibi da Turma da Mônica por dia e sempre queria mais e mais. Na adolescência vieram os livros de romance, os quais lia suspirando, sonhando que tudo o que lia - ou quase tudo - acontecesse comigo e que a minha vida pudesse um dia virar um livro. Eu cresci, os gostos mudaram, mas o hábito da leitura é algo que prevalece e só aumenta. O que diminuiu mesmo é o espaço que tenho para guardar os livros. 


Umas três vezes por ano, minha irmã dá uma de louca e decide arrumar nosso armário de livros, que abriga uma pequena coleção de quase 500 títulos. O fato de eu não ter uma estante é algo que me frustra tanto que sempre digo que o primeiro móvel que comprarei quando tiver uma casa é uma estante, ou várias, porque vai precisar. Dormir eu durmo num colchão inflável e faço xixi num baldinho (ok, isso não. Farei um banheiro primeiro), mas meus livros estarão lindos e maravilhosos expostos e catalogados numa estante dos sonhos. 

Pulando fora do devaneio, preciso confessar que há um ano ganhei um Kindle de aniversário e, pra quem nunca desgrudava dos livros físicos, estou até que saindo bem com os livros digitais. E nossa, vocês não fazem ideia do quanto é prático e do quanto estou economizando dinheiro com livros. Primeiro que, antes do Kindle, eu era uma compradora compulsiva. Não poderia receber uma newsletter com ofertas que lá estava eu gastando meu suado dinheirinho. Ok, não que eu deixei de comprar livros: eu compro, mas penso 10 mil vezes antes de comprar a versão física e aí acabo comprando bem menos e, consequentemente, economizando bem mais (amém!). 

O ponto é que eu trabalho longe da minha casa e já levo uma bagagem todos os dias, agora pensa ter que levar um livro de 700 páginas (no momento, estou lendo a versão de Harry Potter em inglês. Entenderam a quantidade de páginas? Não é exagero.) dentro da mala todo santo dia? Aí não dá. Além do livro acabar estragando com o manuseio, não consigo ler quando fica escuro e, com o Kindle, consigo ler onde quiser, com a maior praticidade do mundo. Sei que isso tá parecendo um conteúdo publicitário, mas eu ju-ro que é apenas a minha opinião mega positiva sobre minha experiência literária numa telinha. 

Então minha dica é: se você vive na correria, mas não consegue sair de casa sem levar um livro contigo, está na hora de comprar um leitor digital. E eu aconselho comprar o Kindle, da Amazon. Já testei o Lev, da Saraiva, e a minha experiência não foi tão boa assim. Enfim, nunca pare de ler! A falta de tempo é uma desculpa, porque você sempre vai ter um tempo pra isso, seja indo ou voltando do trabalho, ou quando chegar em casa depois do expediente... sem desculpas! O jeito é se adaptar, como eu me adaptei. Aí durante a semana eu uso o Kindle e, aos finais de semana, tento ler um livro físico. Isso sim é literatura omni-channel.



25 de maio de 2016

No Escuro - Resenha

Olá leitores, como estão?

Estou numa vibe de ler thrillers que não quer passar mais, acreditam? E aí como comprei o box do Harry Potter em inglês e estou lendo tudo novamente, alterno um thriller com um volume do HP. A parte boa disso tudo é que as minhas leituras estão maravilhosas, pois Harry Potter e thrillers juntos é muito amor!

"No Escuro" apareceu como uma recomendação de leitura quando estava comprando algo na Amazon e, como boa leitora, arrisquei. Cheguei a conclusão de que a Amazon sabe mais sobre meus gostos que a minha própria mãe.
       O livro conta a história de Catherine, em dois momentos bem distintos da sua vida: antes de conhecer Lee e quatro anos após conhecer Lee. Mas ok, quem é esse cara de nome estranho? Lee é o tipo de homem que toda mulher sempre quis ter ao lado: lindo, carismático, espontâneo, cavalheiro... o partidão que toda amiga fica invejando. O problema é que o que todos achavam que era perfeito acabou se tornando um pesadelo na vida de Cathy. 

Com o tempo, o tal cara revelou-se ser totalmente controlador, abusivo e agressivo, fazendo com que Cathy se sentisse amedrontada e bastante isolada. Uma das passagens do livro que me marcou demais foi quando Cathy pensava em terminar com ele, mas não conseguia, pois não sabia o que viria depois se ela ousasse fazer isso. E aí ela se compara com aqueles casos que vemos na TV, em que as mulheres são abusadas e não fazem nada a respeito. A verdade é uma só: você só entende quando está passando pela situação. Diante a essa situação, a mente de Catherine virou uma bagunça só, pois seus amigos próximos não conseguiam acreditar que um cara tão bom quanto Lee poderia estar fazendo essas coisas com ela. Foram meses pensando em como escapar de Lee, andando em círculos sem sair do mesmo lugar. 

Em um período posterior, quatro anos mais tarde, quando Cathy finalmente consegue escapar de Lee, que agora está na prisão, Catherine tenta reconstruir a sua vida em um lugar bem longe de onde viveu um período bastante difícil. O problema é que ela tornou-se compulsiva, vivendo com medo e insegurança. Sua mente se desfez em pedacinhos e agora é hora de colar todos eles sem pensar no passado. Stuart, seu novo vizinho, a ajuda a enfrentar seus problemas, pois é psicólogo e sente algo a mais por ela. E, mediante a um novo começo, um telefonema insperado muda tudo novamente. 

O que mais me chamou atenção neste livro é o quanto ele se assemelha com a realidade. Quantas vezes lemos notícias sobre abusos conjugais e algo do tipo que, na maioria das vezes, não terminam bem? São várias as vezes que ficamos chocados com isso e, infelizmente, essa é a realidade em que vivemos. Você se sente tocado, sofrendo junto com a protagonista e querendo que tudo dê certo para ela, que ela consiga fugir desse pesadelo. E a maior lição de todas é que nem tudo é o que parece ser. 

Este livro é um thriller poderoso e arrebatador. Só dou um conselho pra vocês: leiam!